A ideia começou em 2005, mas era somente um trabalho que serviria para um álbum conceitual, inspirado em grandes bandas nacionais e internacionais.

As letras foram todas escritas por Edu Oliveira, entre o final de 2005 e o começo de 2006. A ideia da trama se iniciou de uma madrugada de insônia, em que assistia um filme B na televisão. Isso foi inspiração para a primeira composição, que foi feita em uma noite somente; as demais composições levaram mais tempo, devido a necessitarem expressar algo novo. As harmonias e melodias não foram iniciadas até que a história fosse concluída, e, após o término, foram compostas somente algumas partes do todo.

A ideia de fazer um livro surgiu em 2011/12, quando estava morando em São Paulo, mas o projeto não saiu da primeira página, e no ano de 2016 decide que deveria arriscar um pouco mais, e tentar um fundo colaborativo. O tempo é curto, e em poucos dias monta todo projeto.

1) Sobre o que é o livro?

O livro conta a história de Paul, um detetive da divisão de homicídios. Ele perdeu, recentemente, seu amigo para uma doença cardíaca, e não está conseguindo superar isso. Até que novos assassinatos acontecem na cidade, e o assassino parece conhecer bem sobre a vida dos policiais, e isso mexe muito com Paul. E, é quando ele descobre que não são somente os policiais que estão sendo observados, mas sim sua família, também.

2) Como foi a criação dos personagens?

Apesar da história já existir, em forma de composições, o livro ainda está sendo escrito, e os personagens ainda estão sendo construídos. Os personagens que foram construídos no momento da concepção foram os personagens principais. Para conceber eles usei como métrica a visão daquilo que a vida é para pessoas normais, com problemas normais, e o que as ações feitas no passado podem afetar no futuro, quando não fazemos as coisas certas. Também utilizei questões “cármicas”, que irão influenciar em uma das personagens, ou talvez mais. Mas para o livro estou, obviamente, criando muitos personagens novos. Estou usando muitas pessoas como referência, e por se tratar de ficção isso se torna muito bom, pois posso criar personagens contraditórios, baseados em algum fator psíquico que faça essa contradição ser possível.

3) Você começou com a ideia musical, depois literária, mas vai produzir primeiro a literária. Qual o motivo dessa decisão?

Para fazer um livro, apesar de sair caro, depende 100% de mim. O trabalho com banda, mesmo já estando a parte das letras prontas, e musical fragmentada, eu teria que contar com mais 4 pessoas que tivessem as mesmas influências e gostos, mas além disso dependeria de conciliação de agenda. Depois de uma certa idade as pessoas costumar ficar muito ocupadas com a vida familiar, e isso atrapalha nessa hora de ensaiar, compor, criar melodias, harmonias, e etc.

4) Existe a banda pronta pra iniciar o projeto musical?

Dos músicos que conheço aqui no Rio Grande do Sul, nenhum tem como mote o progressivo (Tocam outros estilos). Não estou dizendo que são ruins, só tem referências diferentes das minhas, ou estão num momento diferente do que eu estou.

Contudo, eu pretendo lançar a parte musical, sim. Para isso eu tenho em mente somente duas pessoas. Uma que poderia fazer as guitarras junto comigo, que apesar de não estar tocando progressivo no momento, tem a vontade para tal. Para bateria há um nome que sempre me vem a mente. Se vocês acham que conhecem o melhor baterista do Rio Grande do Sul, com certeza vocês conhecem só o mais popular. Para deixar vocês menos curiosos, ele participou de um banda de death gaúcho ao qual foi muito bem conceituada por revistas especializadas do Brasil. Mas claro que a participação destes dois amigos, ainda é um desejo. Isso tudo dependerá deles. E, também, não sei se irei lançar, pois é uma pretensão, e não uma convicção.

5) A inspiração para a história veio de um filme, mas na realidade a vontade veio da inspiração de bandas como Dream Theater, Angra, Avantasia, Pain of Salvation, Rush, Rhapsody, etc. Conte mais sobre a sua história com a música até a inspiração para esse trabalho.

Eu comecei a tocar por volta dos 17 anos, como forma de expressão pessoal. Comecei tendo aulas com um guitarrista do meio gospel, que atualmente é um amigo de longa data. Ao todo tive um ano de aulas, espaçadas em dois anos. Após tive aulas com um músico que tocava na banda da rádio Atlântida (em 2002, senão me engano). Aos 19 anos entrei para minha primeira banda, que já era bem atuante. A banda existia fazia quase um ano, e depois que entrei durou mais uns meses. Fizemos alguns shows, numa época onde não havia internet para isso, e os shows geralmente tinham cachês, que pagavam os custos de transportes, e mais os equipamentos que tínhamos comprado parcelado. Nos dias de hoje seria entre 100 a 250 reais. Chegamos a tocar para um público considerável, cerca de 500 pessoas em um dos shows, mas também tocamos para 10 pessoas, somente. Tocávamos pop, rock, metal, etc.

Após tive algumas bandas de estúdio, ao qual era mais Hard/Metal. Ao acabar as bandas de estúdio, na época que fazia aulas na Guitar School (em 2002), gravei minha primeira música (instrumental), para pode testar minhas capacidades. Gravei guitarras e baixo, e a bateria foi eletrônica. A primeira versão ficou ruim, mas era o que eu queria testar realmente: A capacidade que eu tinha, e o que precisava melhorar. Depois fiz a segunda versão desta, que melhorou um pouco. Atualmente com o auxílio de programas (Guitar pro), pude melhorar bastante a música, e a terceira versão está bem diferente, mas bem mais pesada, e a melodia completamente diferente. As primeiras eram mais inspiradas no rock psicodélico e experimental, pra ser mais exato em Zappa e Deep Purple (obviamente não na técnica, e sim na sonoridade), apesar de meu professor na época ter achado bem influenciada por Joe Satriani (não em sua virtuose, obviamente. E sim na questão de suas progressões harmônicas). A inspiração para esse trabalho veio após todos esses eventos, e apesar de eu já escrever desde quando formei a primeira banda, desde letras, poemas, poesias, pensamentos, sonetos, etc.

Sobre as bandas, os trabalhos conceituais dessas trazem excelentes histórias, e muito bem construídas. A primeira vez que ouvi Avantasia, eu fiquei muito animado com a ideia. Após ouvi “one hour in a concrete lake”, e fiquei fascinado com o trabalho de pesquisa de Daniel (pra mim o melhor compositor de todos os tempos). O Dream Theater já tinha lançado o “Scenes…”, e a parte musical me chamou mais a atenção do que as letras, num primeiro momento, depois que fui assimilando a história e o como foi estruturada. E por último o trabalho do Angra, que a parte da história e letras foram sensacionais. Rafael é um dos melhores compositores brasileiros, além de ser um dos melhores guitarristas, também.

6) Você desenvolveu o trabalho há mais de 10 anos. Houve outras “composições” que você fez, que dariam outros livros?

(risos) Quem compõe, creio que seja um propenso escritor. Contudo, há histórias que funcionam melhor só como música, mesmo. Mas sim, tenho outras três histórias que serviriam para um trabalho literário, apesar de ter mais do que três trabalhos que são conceituais (nunca os pus em prática, mas sempre os coloquei no papel por algum motivo, por acharem que eram bons, e que mereciam vida algum dia). Para realizar eles haveria necessidade de uma “fã base” que pudesse apoiar, mas o rock/metal andam numa crise mundial, devido a fatores estranhos. O mercado está muito bagunçado, e as pessoas pensam que piratear e destruir investidores, é a solução para um melhor mercado, e isso foi o fator inicial para essa queda. As pessoas pensam que Sean Parker foi um revolucionário que destruiu grandes corporações em nome da liberdade. Mal sabem que ele tem porcentagem na maior rede social do mundo, e é um dos donos do Spotify, e lucra muitos dólares com isso.

7) Sabemos que para fazer um livro, num país como o Brasil, é como andar contra a maré. Digo isso, pois é de conhecimento nosso que um autor de livros de ficção no Brasil não é valorizado, e os poucos existentes mal conseguem sobreviver como profissionais. O que você espera com esse projeto?

Essa é uma pergunta difícil, mas curta. No país necessitamos de algumas coisas, dentre elas cultura e verdade. O livro trará a cultura, e o conteúdo terá verdades comportamentais sem doutrinação. Será uma obra pra quem quer uma história sem nenhum fim, além de se entreter, com base numa cultura sólida e real.

8) Você está realizando um crowdfunding (fundo colaborativo), fale um pouco sobre ele.

É isso mesmo. Estou fazendo um fundo colaborativo, pelo site do CATARSE. A opção pelo catarse, foi meramente porque eu já o conhecia, e não queria perder um tempo pesquisando outros. Há uma meta para que o projeto possa ser lançado, mas a meta é um valor pessoal de quem lança um projeto, e não tem muita importância para quem vai apoiar (no sentido de que ele participará com valores que pode escolher e partem desde 10 reais, meramente). A pessoa irá acessar o link (que acho que estará aqui em algum lugar), irá se informar sobre o projeto, e irá doar um valor que ache justo, é bem simples.

9) Como as pessoas podem te ajudar com esse projeto?

Para ajudar no projeto elas podem acessar o link: clicando aqui!
Ao clica nesse link elas terão acesso a todas as informações sobre o projeto, e poderão optar pelo que querem receber dele, e em suas casas. Elas escolhem o valor que irão doar. E dependendo desse valor, ainda podem parcelar em até 3x no cartão.
Também podem curtir a página do Facebook: clicando aqui!
E, também, divulgando o projeto para seus amigos no facebook, twitter, etc.

10) Deixe um recado para convencer as pessoas a apoiarem o projeto de alguma forma:

Costumamos reclamar no Brasil que não há cultura, que não há incentivo, que não há nada. Mas a grande mudança tem que vir de nós mesmos, apoiando autores que não tenham intenção de doutrinar o pensamento do leitor, pode ser o primeiro passo. E você irá decidir com quanto irá apoiar este meu início de carreira literária.

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